Conceitos Técnicos

Diferença entre emissão e imissão atmosférica

Duto AmbientalAtualizado em 16/08/2026Leitura: 3 min

Chaminé industrial lançando efluentes gasosos na atmosfera – conceito de emissão atmosférica

Emissão é a liberação de poluentes na atmosfera diretamente pela fonte emissora — o que sai da chaminé, medido na própria chaminé. Imissão é a concentração de poluentes na atmosfera em um determinado local — o que chega ao ar que a população respira, proveniente de uma ou mais fontes, depois da diluição e do transporte pelo vento.

Emissão: o que sai da fonte

A emissão é medida diretamente no duto ou na chaminé, por amostragem isocinética ou analisadores contínuos, e expressa em concentração (mg/Nm³) ou taxa (kg/h). É contra os limites de emissão — Resoluções CONAMA nº 382/2006 e nº 436/2011 e normas estaduais — que o resultado é comparado. O controle da emissão é responsabilidade direta da fonte: combustão regulada e equipamentos de controle de poluição dimensionados corretamente.

Imissão: o que chega ao ar ambiente

A imissão é medida por estações e amostradores de qualidade do ar instalados no entorno — por exemplo, amostradores de MP10 e MP2,5 — e comparada aos padrões de qualidade do ar (PRONAR e padrões estaduais, como o Decreto SP nº 59.113/2013). A imissão em um ponto depende de todas as fontes da região, do relevo e da meteorologia: a mesma emissão pode gerar imissões muito diferentes conforme o vento e a estabilidade atmosférica.

Comparação direta

EmissãoImissão
Onde se medeNa chaminé/duto da fonteNo ar ambiente, em pontos do entorno
O que representaContribuição individual da fonteExposição real da população
Referência legalLimites de emissão (CONAMA 382/436, normas estaduais)Padrões de qualidade do ar (PRONAR, padrões estaduais)
Como se medeAmostragem isocinética, analisadores contínuosEstações e amostradores de qualidade do ar (Hi-Vol)
Relatório típicoRMEARMQA

O que liga emissão e imissão? A dispersão atmosférica

Os estudos de dispersão atmosférica (modelagem matemática, como AERMOD) simulam como as emissões de uma ou várias chaminés se transformam em concentrações no ar ambiente. O órgão ambiental usa esses estudos no licenciamento para verificar se uma fonte nova — ou ampliada — respeitará os padrões de qualidade do ar, e para dimensionar a altura de chaminés e a necessidade de controles adicionais.

Por que essa diferença importa para a sua empresa?

Porque as obrigações são distintas: a licença pode exigir monitoramento de emissão (na chaminé), de imissão (no entorno) ou ambos. Entender essa diferença é essencial para o monitoramento, o licenciamento e a gestão ambiental eficaz — evitando gastar com o monitoramento errado ou descumprir condicionantes por interpretação equivocada.

Perguntas frequentes sobre emissão e imissão

O que é emissão atmosférica?

É o lançamento de poluentes na atmosfera diretamente pela fonte emissora — chaminés, dutos, exaustores. É medida na própria fonte e comparada aos limites de emissão da legislação (CONAMA 382/2006 e 436/2011 e normas estaduais).

O que é imissão atmosférica?

É a concentração de poluentes presente no ar ambiente em um determinado local, resultante da contribuição de uma ou mais fontes após dispersão. É medida por estações de qualidade do ar e comparada aos padrões de qualidade do ar.

Emissão dentro do limite garante imissão dentro do padrão?

Não necessariamente. Várias fontes regulares somadas, condições meteorológicas desfavoráveis ou relevo que dificulta a dispersão podem elevar a imissão local. Por isso existem os dois tipos de controle e os estudos de dispersão.

O que é um estudo de dispersão atmosférica?

É uma modelagem matemática que estima as concentrações no ar ambiente causadas pelas emissões de uma fonte, considerando meteorologia, relevo e características da chaminé. É usado no licenciamento para prever o impacto antes da operação.

Precisa de monitoramento de emissões atmosféricas?

A Duto Ambiental é laboratório acreditado INMETRO (CRL 2032) e atende todo o Brasil. Fale com nossa equipe técnica.

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